A cidade

Estudiosos entendem a cidade como a maior criação humana. Depois dela mudou a sociedade e se alteraram as estruturas de poder. Fomos nômades até a primeira revolução, a agrícola que prevaleceu por 3 mil anos. A evolução foi lenta, o nomadismo consistiu em fenômeno tenebroso, quando a luta pela sobrevivência foi emblemática. Com o advento da cidade, as necessidades apontaram para o planejamento de ocupação do espaço como decisivo e fundamental. Planejamento urbano, necessidade de criatividade, dinamismo e recursos financeiros. A política urbana exige planificação eminentemente técnica, devendo ultrapassar barreiras que quebrem os interesses individuais. Nada de novo depois de Le Corbusier, sobre o habitar, trabalhar, circular, praticar o lazer, como integrantes de processo econômico, social e político. Portanto, é chegado o momento para planejar Cachoeira do Sul para os próximos 30 anos a partir do novo plano diretor que teve vigência por 40 anos. Do sonhado polo industrial chegamos ao polo educacional com três instituições de ensino de terceiro grau. A UFSM necessita infraestrutura viária de acesso, a UERGS ocupará a antiga área do Patronato, no Distrito de Três Vendas e com ela, também a necessária infraestrutura de acesso viário. Nossas vias urbanas estão um caos e isto não é de hoje. Há um silêncio impressionante a respeito. Tudo por falta de manutenção. Vias como Major Ouriques, Milan Krás, Saldanha Marinho (acesso ao HCB), David Barcelos, Soeiro de Almeida, Presidente Vargas, Conde de Porto Alegre, Tiradentes, Av. Paul Harris de acesso à Volta da Charqueada sem pavimentação significa negação da ligação à zona norte como segunda alternativa. A Bento Gonçalves que leva à Ulbra e Estação Rodoviária, em estado de abandono e sinalização deficiente. Sem falar-se no abandono da Ponte do Fandango, recém reformada e atualmente parcialmente interditada. Continuamos de costas para o Jacuí e a Praia Nova com infraestrutura deficiente. A Ponte de Pedra isolada e só não ruiu pelo exercício da cidadania local. No embalo do restauro do Paço Municipal, Banrisul, Casa Augusto Wilhelm, a Casa de Cultura espera por providências idênticas. Ninguém ignora a falta de recursos, porém, planejar não custa muito e obrigação da autoridade competente.

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