A vida mudou, para todo o sempre

Ontem reencontrei um querido amigo dos velhos tempos da infância via internet, primeiramente havíamos nos contatados através do Facebook. Nesse sábado Rui Máximo respondeu uma pergunta que eu havia feito pelo Messenger há algumas semanas, quando pedi o número de seu WhatsApp. Em questão de poucos minutos um grande turbilhão de imagens do passado brotou na parede da memória, do tempo em que éramos crianças e no período que compreendeu nossa adolescência. Nos criamos na zona norte da cidade, mais precisamente no Bairro São José. A escola de nossa formação básica foi a Vital Brasil, educandário encravado bem na divisa dos bairros Santa Helena e o nosso São José. Ontem, através de nossa interação reportamos o tempo em que jogáva-mos futebol numa cancha de areia de uma praça pública nas proximidade do Hotel União, por ali gurizadas de vários bairros da cidade costumavam se reunir para confrontos aos finais de semana, o saudoso Guidugli organizou muitos torneios entre os anos oitenta e noventa na praça “De Francesch”. Foram lindos tempos, de um período diferente do qual estsmos em curso. Hoje a infância é vivida de forma diferente, estamos num tempo onde o lazer individual cada vez e mais recorrente no mundo digital e online. A internet realmente encurtou distâncias, foi a melhor invenção humana ao longo dos séculos da comunicação entre os seres racionais.
A propósito, as demandas sobre o orçamento público que antes eram votadas de forma presencial via caneta e agora passaram a ocorrer unicamente através do fluxo online caíram drasticamente na participação popular, estamos sim perdendo dinheiro. A perda não vem pelo simples fato da aderência pública ao canal de comunicação onde se concentra o maior número de pessoas, ela ocorre devido à incapacidade de se mobilizar o grande grupo virtual. O corpo a corpo de outrora não existe mais nesse pleito, os gestores públicos precisam entender isso e intensificaram a publicidade via internet sobre a votação, entendendo que as coisas mudaram no mundo inteiro. Mas não deixa de ser engraçado ler formadores de opinião que defendem com unhas e dentes a votação principal com urnas eletrônicas em detrimento ao período em que ela ocorria de forma manual através de cédulas de papel, criticando o modus operandi da escolha das demandas populares atualmente. A votação online chafurda sim, mas é pela incapacidade do poder público em explorá-la de forma mais adequada nos tempos modernos. A vida mudou, e para todo o sempre.

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