Terror e suspense em “O telefone preto”

Há um velho ditado que versa: “A fruta não cai longe do pé”. Criado num ambiente místico de farta criação literária do gênero que engloba terror, ficção sobrenatural, suspense, ficção científica e fantasia, Joe Hill segue os passos do pai, nada mais nada menos do que Stephen King.
“O telefone preto” é um conto de sua autoria que foi adaptado para as telas de cinema, um dos lançamentos mais aguardados do ano no gênero.
A história se passa no final dos anos 70, mais precisamente 1978, numa cidade do interior do estado do Colorado, Estados Unidos. A pacata cidade tem sua rotina alterada quando crianças começam a desaparecer misteriosamente. Na trama, Wason Thames dá vida a Finney Shaw, um menino inteligente de 13 anos que sofre bullying na escola em função de sua timidez e de ser desajeitado. Finney mora com a irmã Gwen Shaw, que herdou da falecida mãe poderes psíquicos que são contestados pelo pai, um homem desiquilibrado que mergulhou no alcoolismo e transformou o ambiente familiar num inferno.
Quando Fenney desaparece o clima começa a mudar na casa, a pequena Gwen Shaw (Madeleine McCraw) passa a ter mais carinho do cético pai que a agredia a cada divulgação de visões sinistras.
Fenney está por perto, porém o sequestrador The Grabber (Ethan Hawke) possui um porão misterioso, dotado de isolamento acústico, onde pratica um jogo psicológico até incentivar as crianças a reagir para matá-las.
Durante seu cativeiro ele descobre um telefone preto numa parede, através dele consegue conversar com as vítimas do maníaco, que já estão do outro lado da vida. Essas crianças eram seus amigos, e querem ajudá-lo a ter uma sorte melhor na batalha contra o mal. Ocorre que Grabber não sabe que o telefone tenha esse poder.
Implorando para instâncias divinas para ter uma visão e poder ajudar a encontrar o irmão, Gwen sonha com uma casa e ao cair acidentalmente da bicicleta se depara com ela à sua frente. Anota o número num bloco e vai até à Polícia, momento em que tem início uma corrida contra um tempo cada vez mais curto para salvar a vida de Finney Shaw.
O filme não chega a ser um primor, mas quem adora levar uns bons sustos certamente sairá satisfeito.

Foto: Divulgação

Por Paulo Ribeiro Silva

Os comentários estão encerrados.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: