Chuva de granizo: obrigado pelas contribuições, leitores

Havia a previsão de chuva para o sábado, durante o dia o prognóstico foi ajustado pelos institutos de meteorologia: na região de Cachoeira do Sul ela deveria vir à noite. Por volta das 19h eu estava bebendo cerveja com meu vizinho Osmar Vieira, enquanto conversávamos por várias vezes olhávamos na direção do horizonte, tentando adivinhar o momento em que a chuva viria, se é que realmente se consumaria.
Quando retornei para casa um de nossos cachorros havia se refugiado no porão, nesse momento não compreendi que sua audição privilegiada já desmembrava a tenebrosa equação que estava por vir.
Instantes depois escutamos de dentro de casa um pequeno espocar que atingia o telhado e as paredes, ele foi se intensificando rapidamente, até se tornar ensurdecedor, parecia que estávamos dentro de uma panela com pipocas a estourar. Foi assustador.
O granizo em grande excesso além do dano em algumas residências promoveu impacto negativo no meio ambiente: nas árvores folhas verdes caíram fora de época, assim como frutos em fase de crescimento; hortas foram destroçadas, pomares pulverizados; algumas espécies de pássaros morreram. O retrato do amanhecer de domingo foi sombrio.
Ontem, no momento em que a chuva deu uma trégua fui até à frente de casa e fiz um breve vídeo. Compartilhei no Portal de Notícias Cachoeira em Foco uma inundação diferente, repleta de gelo. Imediatamente, a publicação foi viralizando. Fernando Madeira, editor-chefe do portal começou a receber vídeos enviados por leitores e passou a publicar, do outro lado da informação nossos seguidores passaram a ser os repórteres, dividindo suas impressões com vários milhares de internautas. A propósito, até esse momento um dos vídeos publicados em nossa plataforma digital se aproxima de 110 mil pessoas alcançadas.
O grande acúmulo de granizo foi um evento surreal, para ser guardado na memória da cidade. O compartilhamento de vídeos e fotos ocorreu em tempo real, levando a informação para várias milhares de pessoas via smartphone.
Para finalizar, mais uma vez reforço que não escrevo com intuito de agradar a todos, passo longe da vocação para bajulação constante em algumas praças. Por aqui estou há três anos, com total liberdade para manifestar minhas impressões, processo que faz parte do rito democrático pisoteado por uma minoria cada vez mais silenciosa quando as verdades não lhes convém.

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