NOVAMENTE A JUSTIÇA

ESTÚDIO NEWS
Tomás Sá Pereira

Cachoeira do Sul, RS – 08/08/2022 – Ano 1 – Edição 5

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NOVAMENTE A JUSTIÇA
Os gaúchos foram surpreendidos com a decisão proferida pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do RS, que anulou o julgamento, realizado em dezembro do ano passado e condenou quatro réus pelas 242 mortes do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria.

Os advogados de Elissandro Callegaro Spohr, Mauro Londero Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão ingressaram com recursos alegando que os prazos previstos no Código de Processo Penal não foram cumpridos durante o julgamento, no sorteio dos jurados.

A nulidade do julgamento não altera o fato ocorrido, as mortes registradas, o inquérito policial, o processo na justiça, além do próprio julgamento e o veredicto que resultou na condenção dos quatro.

Dificilmente surgirá alguma novidade que possa alterar a decisão tomada no julgamento de dezembro do ano passado.

Isto significa que todos serão reunidos novamente, para causar mais dor e sofrimento aos familiares das vítimas da tragédia.

Quem errou no andamento do rito processual?

Não é possível imaginar que advogados, promotores e juízes tenham cometido tal engano.

Desrespeitar os prazos previstos no emblemático arcabouço jurídico brasileiro pode criar precedentes e aberturas de recursos baseados em erros cometidos nos tribunais do País.

Os membros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) vão se deparar com duas decisões polêmicas: acatar o pedido da defesa e determinar novo julgamento, reabrindo feridas ainda não cicratrizadas ou referendar o julgamento realizado e a sentença aplicada, desrespeitando o rito processual.

E agora? Cada vez mais a sociedade fica descrente com a Justiça no Brasil.


DEBATE
Foi realizado ontem à noite o primeiro debate entre os candidatos ao governo do Estado, na TV Bandeirantes de Porto Alegre e que foi reproduzido em rádios do grupo e no YouTube.

Dos 10 candidatos, oito foram convidados a participar do debate:
Carlos Eduardo Vieira da Cunha (PDT);
Eduardo Figueiredo Cavalheiro Leite (PSDB),
João Edegar Pretto (PT);
Luís Carlos Heinze (PP);
Onyx Dornelles Lorenzoni (PL);
Ricardo Munarski Jobim (NOVO);
Roberto Argenta (PSC);
Vicente Joaquim Bogo (PSB);

Sem representação no Congresso Nacional os candidatos Carlos Messalla Lima da Rosa (PCB) e Rejane de Oliveira (PSTU) não foram convidados para o debate.

Os candidatos responderam a uma questão comum feita pelo mediador, Ozires Marins e depois fizeram perguntas com temas livres produzindo o debate.

Roberto Argenta (PSC)
Entende que precisa reduzir a máquina administrativa, vender prédios públicos como o Palácio das Hortênsias na Serra e discutir o percentual de juros. Defende a ampliação de escolas técnicas para formar mão de obra qualificada e abrir mais vagas no mercado do trabalho, evitando que os jovens deixem o RS e busquem empregos em outros estados. Convencer os empresários da metade norte do RS para investir na metade sul, inclusive criando uma secretaria de governo específica para tratar do desenvolvimento daquela região.

Ricardo Jobim (NOVO)
Jobim quer imitar a fórmula adotada pelo governador Zema de Minas Gerais, que é de seu partido. Reforça como exemplo a forma de governar o estado mineiro com menos secretarias. Também lembrou a Fepam precisa agilizar os processos ambientais no RS. O Estado atrasa o empreendedorismo. Citou que os governantes só pensam em quatro anos e não num projeto a longo prazo para futuras gerações.

Vieira da Cunha (PDT)
Quer medidas estruturantes com gestão eficiente, melhor arrecadação de impostos, combater a sonegação e discutir a dívida pública do Estado com a União inclusive na justiça. Vieira entende que há descaso com os professores e as escolas públicas do RS.

Edegar Pretto (PT)
Quer rever a dívida do estado com o presidente Lula. Investir o orçamento do estado em indústrias e outras formas para criar empregos. Vai suspender o processo de privatização da Corsan e do Banrisul. Lembrou que o PT no País e no RS criou diversas universidades, incluindo a UERGS, fundada no governo Olívio Dutra. Se comprometeu fazer pesado investimento para melhorar a estrutura das escolas públicas.

Luís Carlos Heinze (PP)
Lembra que os últimos governadores do RS não pagaram a dívida pública com a União. Propõe um pacto com os outros quatros maiores devedores para buscar uma solução conjunta. Enfatizou a importância das cooperativas para incentivar a agricultura familiar. Lembrou seu trabalho como senador na defesa de planos e projetos que visam melhorar a estrutura do país com rodovias, ferrovias e hidrovias.

Vicente Bogo (PSB)
Bogo quer rediscutir a dívida do Estado. Buscar saídas para aumentar a riqueza do Estado buscando mais receitas e melhorar a educação para criar força de trabalho qualificada. Defende a manutenção do Banrisul como banco público. Entende que é necessário ter serviço de inteligência e estrutura para melhorar a segurança. Lembrou que não basta só prender criminosos nos presídios, mas é necessário trabalhar na recuperação dos apenados.

Onyx Lorenzoni (PL)
Salientou as ações do governo Bolsonaro. Lembrou que o Brasil é o país que mais vacina no mundo e reforçou que o RS só tem Bolsonaro ou Lula.

Eduardo Leite (PSDB)
Explicou o regime de recuperação fiscal e citou os atrasos nos pagamentos de salários e fornecedores. Citou que todos os estados trabalham para trazer os jovens de volta à escola. Seu governo criou um plano de valores para incentivar as famílias para trazerem os jovens para as escolas e enalteceu os investimentos feitos durante seu governo para a área de segurança.


GRANDE ESTREIA
Na última quarta, 3, entrou no ar o programa REVISÃO GERAL, pela Rádio Popular de Cachoeira do Sul e apresentado pelo Carlos Aguiar.

A estreia em grande estilo contou com as presenças do atual vereador, Luís Alberto Paixão e do ex-vereador, Luís Fernando Alves de Godói.

Grandes ideias e opiniões num debate amplo e plural, o que se propõe o programa semanal que vai agitar Cachoeira do Sul.


DESAPROPRIAÇÃO
Na última sexta, o programa ESTÚDIO NEWS, da Rádio Popular, recebeu Bruno Florence Müller, que junto com seu pai, Ricardo Tischler Müller, foram surpreendidos com a decisão do prefeito, José Otávio Germano (PP), de desapropriar a área com cerca de 7,7 mil m2, localizada entre as ruas Pinheiro Machado e Presidente Vargas, no bairro Santo Antônio e que pertence à família.

A área está legalizada, com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) devidamente pago e não se encontra abandonada.

Não se entende por que o prefeito insiste em desapropriar essa área.

Alguns pontos precisam ser analisados:

Quais são as prioridades do município?
Centro Administrativo?
Iluminação pública?
Ruas pavimentadas?
Medicamentos na farmácia pública?


FUTEBOL
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Olho na TV, ouvido na Rádio Popular!


ESTÚDIO NEWS NO RÁDIO
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