Quem paga a conta?

Nas últimas semanas, a polêmica da vez nas redes sociais, foi referente a uma entrevista onde o ator Caio Castro, comentava que não se sentia confortável em sentir a “obrigação” em ter que pagar a conta em encontros amorosos. Só isso.
Bom, só precisava disso, para a internet polarizar em opiniões se era obrigatório o homem pagar a conta do restaurante ou não, quando sai com uma mulher.
Confesso, em primeiro momento, achei uma discussão tão, mas tão fútil, afinal, é algo tão subjetivo de cada casal, paga quem quer e se não quer pagar, cada um que pague o seu…mas com o aumento de opiniões ao redor do tema, me peguei relembrando, do meu caso, quem foi que pagou a conta a primeira vez?
Na verdade, precisei voltar 8 anos atrás. Porque hoje, os dois pagam a conta. Aliás, todas as contas. Se eu pago a luz, ele paga a água, se eu pago o cartão de crédito, ele paga a escola. Tudo sai, quase da mesma conta. Eu não sei como é na casa de vocês. Mas por aqui, ninguém paga a conta de ninguém, os dois pagam as contas. Dificilmente discutimos sobre dinheiro, ninguém esconde dinheiro de ninguém, pois temos o mesmo propósito com o dinheiro.
Mas vamos sair da vida real e voltamos aos encontros românticos das telas de cinema.
Perguntei ao Luis, quem pagou a primeira conta, porque eu não realmente não lembrava. Ele não teve esse mesmo problema de memória, e foi bem rápido e orgulhoso, fui eu, e remendou, e aliás, foi bem caro. Sabia exatamente o valor, e olha que isso faz 8 anos. Não, ele não é o famoso “mão de vaca”, ele lembrava, por outro motivo, como por um orgulho másculo. Acho que é coisa de homem, um certo prazer entre os homens de ter provido a primeira refeição de sua “fêmea”.
Se não lembro do primeiro, lembro muito bem dos outros. Não foi tudo rigidamente dividido, a regra era clara, pagava quem estava melhor na época. Cansei de pagar conta, e isso não me fez menos mulher, e nem dele menos homem. Aliás, acho que menina que sai para jantar e não leva o valor, que pretende gastar, é de uma ingenuidade gigantesca, e sempre corre o risco de lavar os pratos do restaurante.
Não me leve a mal, por mais que eu tenha sido criada a base de filmes água com açúcar dos anos 90, onde o galã sempre pagava a conta e lendo as edições dos colírios da Revista Capricho (aliás, o próprio Caio Castro foi colírio), e por mais romântica assumida que eu sei que sou, eu acredito, caras mulheres, que precisamos ter o nosso dinheiro para pagar as contas da vida. Se o parceiro quiser pagar a primeira, ótimo, o cavalheirismo ainda existe, em alguns caso, afinal, mas se não quiser pagar, não corra o risco de ficar com cara de tacho na frente do garçom, e nem de ser taxada como oportunista (sim, alguns acreditam que pagar a conta é estar bancando).
Afinal, quem paga a conta? Essa é a pergunta da semana. Na minha opinião, paga quem quiser. E tá tudo certo.

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