Eu odeio a umidade.

Há poucas semanas atrás, eu publiquei nesta coluna, um texto intitulado: “Eu odeio o inverno”, comentando sobre meus vários motivos por não ter um carinho especial por esta estação do ano, mais focado em como o frio pode impossibilitar a minha felicidade plena.
Pois bem, como uma das regras mais primordiais do universo, de que nada que é ruim que não possa piorar, o inverno mostrou a pior das suas faces.
Sim, aquela mais medonha e difícil de se viver. São aqueles dias que estão entre os dias do polo norte no Sul do Rio Grande do Sul, se eu estava achando ruim acordar no menos 1 grau, é porque não estava lembrada de como era difícil tentar manter-se em pé quando o chão parece que está derretendo.
Sim, estou falando dos dias que temos a nítida impressão que chove dentro das paredes da nossa casa. Aqueles dias que tomar banho é correr o risco de ter um banheiro, não só dentro do box, mas por todas as entranhas da peça. Aqueles dias que você acorda com uma parede branquinha e adormece com uma parede toda mofada. Aqueles dias que você anda com manga curta na rua e com casaco de lã dentro dos lugares. Sim, eu estou falando dos dias que a umidade chega a perto de 89%!
Eu, particularmente, não me lembro de ter vivido tantos dias de umidade consecutivos. E como é nojenta a umidade. Encharca a casa e calçadas, eu mesma cai de quatro, com os dois joelhos no chão, bem na frente de casa, pois o chão mais parece uma pista de patinação.
É meus queridos leitores, trago um roxo gigante bem abaixo do joelho, com uma sutil lembrança da minha “bocabertice”.
Esse fato todo é pior para quem tem filhos. No primeiro dia de umidade, o nariz das crianças vira uma torneira de um creme esverdeado, quando não chega a saltar aos olhos. É tanto antialérgico, que semana passada precisamos ir a 4 farmácias diferentes, pois estava em falta o Alegra D infantil. Confesso que estou até rouca de tanto gritar NÃO CORRE! Pois criança não sabe caminhar, o natural deles é correr, e as meias molhadas porque só falta colar Super Bonder na sola do pé para as pantufas pararem.
E sabe todo aquele romantismo do inverno? Com lareiras e vinhos? Esquece, não existe nada bonito na umidade.
E não preciso nem comentar sobre o fedor de mofo.
Enfim, só para deixar registrado: eu também odeio a Umidade.

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