OLHOS ATENTOS AO COTIDIANO LOCAL

O crescente centro comercial que se forma nas quadras da Av. Brasil entre as ruas Bento Gonçalves e Alarico Ribeiro promoveu uma drástica mudança na movimentação de pessoas em vias transversais e paralelas, como a Aparício Borges. A Prefeitura precisa fazer um estudo e definir algumas mudanças para que o caos não atinja um patamar insuportável, para isso os contribuintes pagam uma extensa lista de impostos, como se usufruíssem de serviços de primeiro mundo. Às vezes sinto pena de pessoas que tentam atravessar a Aparício na esquina com a Araújo Porto Alegre nos horários de pico, a extensa fila de carros que se forma nos dois sentidos é um verdadeiro exercício de paciência à espera do momento ideal para seguirem seus destinos. Alguns anos atrás um secretário de planejamento me afirmou que estava em curso um estudo que resultaria numa mão única a movimentada via, mas ficou apenas no desejo, outro projeto engavetado que repousa numa pasta esquecida enquanto o povo espera que algo aconteça. Uma rua estreita, de mão dupla, com estacionamento em ambos os lados: aos poucos o sufoco aumenta, a ponto de já haver registros de troca de farpas, ameaças e denúncias a órgãos de comunicação.
A predisposição dos motoristas são pelas vias asfaltadas, razão pela qual a Aparício atualmente é muito solicitada. A ideia de asfaltar tanto a Aparício como a Marcílio Dias para desafogar a Av. Brasil realmente deu certo. Mas o crescimento da frota de veículos exige permanentes mudanças por parte do poder público, a letargia na busca de remodelação só faz a confusão aumentar. Aqui cumpre lembrar que a Aparício Borges é uma rua predominantemente residencial. Não raras vezes, o cidadão precisa trancar o trânsito que vem atrás durante bons minutos, à espera de uma brecha na parte preferencial para poder ingressar em sua garagem. Quem vem atrás nem sempre tem paciência, então soa aquela irritante buzina, como se o sujeito que está à frente estuvesse parado propositadamente.
O governo municipal em curso assumiu reclamando de bagunça herdada da gestão anterior. O gabinete tem uma atmosfera protocolar, para entender realmente o que está ocorrendo é preciso ir até às pessoas, às vezes alguns veículos de comunicação passam ao poder as verdades que lhes convêm, é a parte suja do jornalismo vulgar.
É preciso estar atento aos gritos de socorro todos os dias, não apenas de quatro em quatro anos, conto da carochinha que cada vez mais enoja as pessoas da política que gerencia nossas vidas.

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