ATENÇÃO, OLHO NO LANCE

A frase “Yo no creo em brujas, pero que las hay, las hay” é um dito popular de origem castelhana, muito utilizada pelos brasileiros, provavelmente pelo contato entre os povos e a facilidade de comunicação entre as línguas portuguesa e espanhola. O seu significado dispensa explicações, porém ela é lembrada e pronunciada sempre que alguma dúvida paira sobre algo que aconteceu ou poderá acontecer e que vem acompanhada pela sombra da desconfiança.
Presente nos bastidores da política local murmúrios e conversas de pé de orelha, de que alguns vereadores, na expectativa de fazer agrado aos principais interessados, estariam tramando uma grande traição à população cachoeirense, articulando o fim do Diário Oficial Eletrônico da Prefeitura, criado através de PELOM (Projeto de emenda a lei orgânica municipal).
A operacionalidade, segundo informações, seria através da apresentação de outra PELOM extinguindo a anterior, que foi aprovada por unanimidade após grande pressão popular através de manifestações, distribuição de panfletos e outdoor colocado em via pública. Particularmente, não acredito que existam bruxas, mas há quem vá na direção contrária. De qualquer forma, é preciso que o cidadão cachoeirense fique atento, de olho no lance. De minha parte, prometo fazer isso, aliás como é meu costume utilizando o direito sagrado do exercício da cidadania, independente de quem goste ou não. Vocês que me acompanham, através das redes sociais, deste espaço e do programa Debates e Fatos que apresento todas às quintas-feiras na Rádio Popular Web a partir das 10hs, ficarão informados de qualquer movimento acerca desse assunto, até porque de longa data penso que “Fiscalizar é propor por exemplo”.
CONVERSA NECESSÁRIA
Nos últimos meses tenho procurado conversar sobre política, sempre que possível, com jovens que irão votar pela primeira vez este ano. A tarefa, confesso, não é fácil, eles estão em outra vibe. O assunto não lhes chama muito a atenção, a exemplo de muitos adultos que fogem da política como o diabo da cruz pelos mais variados motivo, o que devo respeitar, mesmo discordando. Porém, se avizinha rapidamente o momento de decisão dos rumos do nosso país, estou me referindo às eleições de outubro próximo.
Os adultos que não se importam com política, com certeza, não irão ler minha coluna. Portanto, meu objetivo aqui é chamar a atenção e alertar os pais, avós, tios que estão preocupados com o rumo do nosso país e que têm no seio familiar eleitores que irão votar pela primeira vez, os jovens. Eles precisam de orientação, precisam conhecer com mais profundidade o que se passou no Brasil nos últimos anos, o que realmente acontece na atualidade e o que poderá acontecer caso a quadrilha que assaltou o Brasil, volte ao poder. ´
Nessas conversas a que me referi, senti que a maioria dos jovens não está preparada para votar. Grande parte desconhece a realidade à qual estão inseridos, outros possuem conhecimento raso acerca do assunto, o que também dificulta uma tomada de posição mais lúcida. Aos adultos conscientes cabe a responsabilidade de mudar a situação, chamando esses jovens para uma conversa franca e direta com a finalidade de transmitir a eles o conhecimento e a realidade dos fatos.
Dia desses tive a oportunidade de conversar com uma jovem estudante que tirou seu título eleitoral para votar pela primeira vez. No momento, tinha na mão um moderno smartphone. Aproveitei e perguntei a ela o que achava se alguém regulamentasse as redes sociais, reduzindo drasticamente seu acesso a elas? A resposta foi imediata e fácil de imaginar, ela não sabia que isso poderia vir a acontecer, claro que lhe contei a verdade. “Eu não sabia disso, tio”, disse ela.
Sobre a possibilidade da liberação do aborto, também a questionei, disse ser contra. Contei para a jovem quem é a favor. Mais uma vez repetiu: “Eu não sabia disso, tio”.
Outra pergunta que lhe fiz foi se em casa a família conversava sobre política, também respondeu que não.
Me coloquei à disposição para mais esclarecimentos, se assim desejasse , e a incentivei a provocar em família interações dessa natureza.
Adultos conversem com os jovens, é urgente e indispensável.

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