Triagem da Covid-19 na UPA encerra a partir de segunda

Com carga horária reduzida somente ao turno da noite desde o dia quatro de abril, o Centro de Triagem da Covid-19 instalado junto a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) deixa de funcionar a partir da próxima segunda-feira (02/05). A Secretaria Municipal da Saúde deu início ao processo de desmobilização da grande estrutura que envolveu a unidade de assistência pelos últimos dois anos de forma gradativa, tendo como base o novo cenário da pandemia do coronavírus no Estado e, mais especificamente, a partir de uma avaliação do contexto local. A partir de agora, casos suspeitos de coronavírus que envolvam situação de emergência serão absorvidos pela equipe convencional da UPA, com perspectiva de direcionamento de graus mais leves à rede de atenção básica.

A principal justificativa que desfavorece a manutenção do CT e os custos que o setor envolve está nos números de contaminados pelo coronavírus apurados pelo Departamento de Vigilância em Saúde (DVS). “Além da redução significativa no volume de casos, percebe-se, pelo boletim diário divulgado pelo órgão, que já na semana passada 55,31% do total de diagnósticos foi comunicado pela rede privada”, exemplifica o titular da SMS, Marcelo Figueiró, referindo-se à demanda de procura pelos pacientes aos exames em laboratórios particulares e rede de farmácias. Com o encerramento do serviço exclusivo para covid na UPA, os usuários do SUS com sintomas gripais deverão dirigirem-se às unidades da rede municipal de saúde, ou seja, aos seus postos de referência (mais próximo ao endereço residencial). O mesmo valerá, a partir da próxima semana, para os casos suspeitos de dengue.

Pacientes sintomáticos leves que apresentem pelo menos dois indícios gripais ou que tenham realizado exame em laboratório privado/farmácia deverão procurar os postos em busca do teste e atendimento por profissional da saúde. Apenas casos considerados mais graves, com febre persistente e desconforto respiratório, por exemplo, serão atendidos diretamente ou encaminhados à UPA mediante prévia avaliação da equipe preliminar. Pelos novos protocolos do Ministério da Saúde, usuários do SUS sem sintomas, mesmo tendo tido contato com positivado, não são mais submetidos a testes e tampouco precisam de atendimento, a fim de evitar contato e possível transmissão do vírus aos demais ocupantes do ambiente na unidade sanitária.

Todos os postos aplicarão os testes na população, desde que obedecidos os critérios do Ministério da Saúde. “O nível da contaminação vem se estabilizando, com menos internações, redução das mortes, tudo graças à vacinação. É hora de ajustarmos recursos e força de trabalho no fortalecimento da rede de atenção básica e no combate à dengue”, avalia o secretário municipal da saúde, Marcelo Figueiró.

REFORÇO À EQUIPE DA UPA

Em consonância com o Hospital de Caridade e Beneficência (HCB), que é contratado pelo Município para fazer a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a intenção do titular da SMS é buscar o reforço da equipe de trabalho a fim de dar condições da unidade absorver o crescimento da demanda desde já previsto à estrutura convencional. “Recebemos relatórios onde a média de atendimentos/dia da UPA gira em torno dos 220 pacientes, enquanto nosso contrato prevê até 180 assistências/dia. Neste sentido é que estamos estudando uma contrapartida que garanta a viabilidade mínima àquele serviço”, analisa Figueiró. Segundo o secretário da saúde, a meta é que a mão-de-obra até então dirigida especificamente para o coronavírus venha a reforçar o atendimento às demais doenças, como a influenza e a dengue.

POSTOS COMO REFERÊNCIA ÀS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

Outra estratégia a ser implantada pela Administração Municipal será estruturar unidades e orientar servidores para tornar a rede de atenção básica como referência no tratamento das doenças respiratórias. Para tanto, a partir da próxima segunda-feira, mudará a rotina de atendimento dos postos da rede municipal de saúde. Durante as manhãs, entre 7h e 12h, as unidades sanitárias mantém todas as rotinas habituais, priorizando o turno da tarde (13h às 16h) às consultas e procedimentos que envolvam pacientes com sintomas das chamadas “doenças de inverno”, que englobam desde os resfriados e gripes característicos da estação, mas que podem coincidir com indícios relacionados à covid-19 e dengue, por exemplo. Afora os quadros de síndrome respiratória, à tarde serão mantidas as frentes pela imunização, com as salas de vacina aplicando as doses contra o coronavírus, influenza (gripe), sarampo e demais doses do calendário de rotina.

ATENDIMENTO COVID-19 a partir de segunda, 02/05

Assintomáticos (que tenham feito teste em laboratório privado) e Sintomáticos leves:

Manhãs e tardes – Postos de saúde de referência do paciente sob suspeita da doença

Funcionamento: 7h às 12h e das 13h às 16h

Sintomáticos moderados e graves:

UPA – independente do horário/turno na estrutura de atendimento convencional

QUEM DEVE PROCURAR ATENDIMENTO

Pacientes sintomáticos com pelo menos 2 indícios de síndrome gripal

Casos considerados mais graves, com febre persistente e desconforto respiratório, por exemplo, serão atendidos diretamente ou encaminhados à UPA mediante prévia avaliação da equipe preliminar.

MUDANÇAS NOS POSTOS DE SAÚDE

Manhãs (7h às 12h) – Todas as rotinas habituais da rede de atenção básica.

Tardes (13h às 16h) – Atendimentos direcionados às síndromes respiratórias, com suspeitas de gripe, covid-19 e dengue. Salas de vacina continuam operando neste turno das 13h às 15h30min.

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