DE QUEM É A CULPA?


Observa-se, sem fazer grande esforço, que de uns tempos para cá o desinteresse pela política cresce de forma acelerada, o que no meu entendimento é um equívoco, principalmente, do cidadão de bem que decepcionado com fatos e acontecimentos negativos e sistemáticos acaba se afastando desse meio, exemplos não faltam para isso e não se faz necessário elencá-los.
Peço licença para justificar meu posicionamento, ressaltando o respeito as opiniões contrárias, com a frase de Martin Luter King : “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”.
A participação do eleitor vem sendo cada vez menor nos pleitos eleitorais, os votos brancos e nulos e as abstenções aumentam a cada eleição. Esse é um fato inquestionável e que merece e precisa ter a atenção dos responsáveis pela situação, repensando suas atuações e forma de comunicação com os eleitores, a fim de mudar esse cenário.
Levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisa em novembro do ano passado revelou que mais de 51,5% dos entrevistados têm pouco interesse nas eleições de outubro deste ano.
Esse dado é extremamente preocupante partindo do princípio que a política é o meio mais importante, e porque não dizer decisivo, que a sociedade possui com a finalidade de buscar melhorias para a coletividade, contemplando demandas em todas as áreas. Sem dúvida, existe a necessidade de atuação do cidadão nas causas em que acredita e que visam o bem da sociedade.
Preciso esclarecer que não estou aqui pedindo a participação do cidadão na política como candidato a cargo eletivo, isso também é necessário e de grande importância, o que pretendo é ressaltar a necessidade do exercício da cidadania, elemento de grande e indispensável valor nessa questão.
De nada adianta ou resolve somente apontar os verdadeiros e maiores culpados pelo desencanto com a política, que são a maioria dos políticos, se não fizermos a nossa parte. Não participar de um pleito eleitoral, deixar de votar e não exercer a cidadania, cobrando, fiscalizando, denunciando, é o que querem os corruptos, os ladrões dos nossos sonhos que se perpetuam no poder e se fortalecem com a inércia e comodismo do cidadão que se nega a participar da vida pública.
Ressalto minha discordância com a afirmação de que todo o político é corrupto e ladrão, como muitos dizem por aí, isso é uma injustiça, existem bons políticos que pensam e trabalham pelo bem comum, cabe a nós saber fazer esse discernimento.
É preciso acreditar na possibilidade de transformação da sociedade para melhor, mas também é preciso agir, só acreditar não resolve.
A conivência com o mal, também é pecado aos olhos de DEUS.

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