O celular é a chupeta desta geração.

Nesta semana, repercutiu a notícia sobre um jovem de 13 anos que atirou em sua família inteira. Motivo: seus pais lhe tiraram o direito dos eletrônicos e estavam por cobrar suas notas e auxílio nas tarefas de casa.
Psicopatia? pode parecer catastrófico e até mesmo cenário de filme de terror, mas particularmente, não me surpreende.
Já havia escrito sobre o vício em eletrônicos em uma crônica anterior, onde citava que os jovens atuais são os “filhos do quarto” onde aprendem mais pelos jogos do que por conselhos.
Recebo muitos jovens de 13, 14 e 15 anos que já estão tão viciados que é extremamente difícil ficar 45 min. sem olhar para o celular, ou pior, não conseguem trocar meia dúzia de palavras. Parece que perderam a capacidade de comunicação verbal. Vício em eletrônicos é tão sério que já é considerada doença mental.
Conheço jovens que são tão viciados que ao menor sinal que os pais dão em tirar as telas, surtam de quebrar a casa inteira. Os pais, acabam por virar reféns dos filhos na própria casa. Jovens que são completos inúteis e que nem mesmo tem ambição sobre o próprio futuro. Eles não pensam em trabalhar, estudar ou tem qualquer projeção sobre o amanhã. Tudo o que eles querem são horas trancados dentro do quarto jogando seus jogos de tiros. Matando uns aos outros, na vida virtual e sem nenhum remorso na vida real. Uma geração que não se orgulha da trajetória da família, não reconhece sua ancestralidade e debocha do trabalho duro. É tudo fácil, é tudo dado.
Não começa na adolescência, mas é nela que se intensifica. Observe! Pais que não conseguem serem pais, que largam o celular da mão para parar uma birra e deixam na TV até dormir sozinho pois não toleram a resistência da filho. Pais que trocam amor por brinquedos. Que não conseguem sair do telefone para conversar com seus filhos. Crianças que não sabem pegar uma tesoura mas sabem fazer compras online, não sabem andar de bicicleta, mas são gênios na internet.
Crianças que com 8 anos pedem um iPhone de aniversário e dançam sensualmente e eroticamente com 9 (a indústria do porno infantil agradece). Pais “legais” que olham séries de assassinato juntos ou treinam coreografias nos bailes funks com seus filhos.
Crianças que não sabem mais diferenciar fantasia da realidade e que não acham mais graça de brincar de pique esconde ou bruxa da cola. Crianças que não usam um telefone, mas dois, três e mais um videogame ligado pois seus cérebros imploram por mais demanda, mais entretenimento.
O celular é a chupeta desta geração. Geração que ao menor sintoma de frustração se afunda nos tiktoks alheios, emburrecendo, perdendo horas nas redes sociais. Não é de se impressionar que é a geração que menos pontuou em testes de QI nos últimos anos.
Uma geração inteira com atrasos de desenvolvimento, de fala, de motricidade, de inteligência emocional e que lotam consultórios psiquiátricos em busca de remédios para lidar com a ansiedade e a solidão, que pasmem o celular trás.
Não sou radical, acredito que tenha muita coisa boa na internet. Mas nenhuma delas é útil para uma criança de 4 anos.
Não se apavorem com essa notícia desse jovem que matou a sua família. Ele não nasceu um monstro, nossa sociedade o tornou. Uma sociedade que não se preocupa mais com preservar infância e cultivar líderes.
Infelizmente vocês ainda vão ver muitas destas tristes historias. E se não mudar talvez a próxima seja a sua.

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