Casa de praia do prefeito José Otávio vai a leilão para ressarcir valores à Petrobras

Uma casa de praia de posse do prefeito de Cachoeira do Sul, José Otávio Germano (PP), localizada no município de Xangri-lá, no Litoral Norte gaúcho, deve ir a leilão no dia 12 de Abril, de forma virtual.

O lance mínimo será de R$ 1,1 milhão, e se não arrematada a residência, uma nova sessão deve ocorrer no dia 14, com lance mínimo menor, de R$ 940 mil, segundo informações publicadas no site de Gaúcha/ZH.

José Otávio Germano teve os bens bloqueados por decisão da 1ª Vara Federal de Curitiba em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Petrobras e o valor arrecadado com o leilão deve ser devolvido à Petrobras, dentro de uma das ações da Operação Lava-Jato.

No documento que consta do site da Justiça Federal de Curitiba, há a informação que a ação se refere a “atos de improbidade praticados apenas e tão-somente por parlamentares integrantes do Partido Progressista, os quais alimentaram pagamento de propina a partir da nomeação de Paulo Roberto Costa para a diretoria de abastecimento da estatal”.

O quê diz a defesa do prefeito?

“É importante destacar que não existe sentença nem condenação neste processo, que ainda está em fase de instrução. E temos certeza que não haverá condenação. Este imóvel foi indicado, à época, pela própria defesa de José Otávio para alienação judicial e depósito do valor, pois estava inabitado e depreciando.

Hoje, está habitável e sendo reformado, conforme fotos já anexadas ao processo. Assim sendo, não havendo depreciação também não concordamos mais com a alienação antes de eventual decisão transitada em julgado. Estamos pedindo três avaliações de imobiliárias locais e vamos enviar à Justiça Federal requerendo a suspensão do leilão para nova avaliação. A casa vale em torno de R$ 4 milhões. Também vamos parcelar a dívida de IPTU. José Otávio não responde a nenhuma outra ação decorrente da Lava-Jato, além desta que motivou a determinação de leilão”, declarou o Advogado Márcio Ramos, em entrevista ao GZH.

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