A CARA DE UM, O FOCINHO DE OUTRO


O título dessa coluna é um velho e conhecido ditado popular do qual me utilizo para tentar demonstrar algumas semelhanças entre fatos e acontecimentos do nosso cotidiano nos campos da administração pública, da política e do interesse de grupos. A princípio ele pode não parecer o mais adequado porque, quase que automaticamente, nos remete a pensar na semelhança entre pessoas, principalmente da mesma família e serve, da mesma forma, para trazer à baila a relação entre o homem e seus animais de estimação, como por exemplo no livro de Marcos Fernandes, editado com o mesmo titulo. Mas vou tentar.
Setores da imprensa, principalmente, com o advento da internet e das redes sociais vêm enfrentando nos últimos tempos enormes dificuldades para se manter no mercado. Problemas de ordem financeira se acentuam e a credibilidade despenca ladeira abaixo. Na tentativa de resolver questões dessa natureza, promovem atos de desespero, mentem na tentativa de iludir a população que com o passar do tempo aprendeu a conhecer suas estratégias, uma delas a de estar sistematicamente sugando recursos públicos, o apetite por recursos dos contribuintes parece não ter fim. Não raras vezes, ao lograr êxito procuram passar à opinião pública a impressão de parceria, porém poucos são os que ainda acreditam.
Se dizem combatentes de fake news, porém seguidamente as produzem , claramente com o objetivo de se beneficiar, sendo até mesmo detentores de perfis falsos no Facebook. Falam, gritam e alardeiam que defendem com unhas e dentes a democracia, mas oprimem e perseguem toda e qualquer pessoa, principalmente lideranças que ousam discordar de suas opiniões. Não aceitam de forma alguma o contraditório e se enaltecem em editoriais de opinião de terem sobrevivido aos anos de Ditadura, quando havia cerceamento à liberdade de expressão.
Com relação a Cachoeira do Sul, se comparada a cidades vizinhas em termos de crescimento econômico, geração de emprego e renda e infra-estrutura, os dados não são nada animadores. As administrações públicas locais dos últimos tempos têm deixado muito a desejar, fazendo do município a vítima do despreparo da incompetência e da submissão dos gestores a determinados grupos, quase que com certeza, causado por algum tipo de débito.
A cada dia que passa fica mais raro encontrar moradores desta cidade que alimentam alguma esperança no que diz respeito ao desenvolvimento de Cachoeira do Sul. As pessoas minimamente interessadas em política sempre criticaram os conhecidos currais eleitorais dominados pelos coronéis nos estados do nordeste brasileiro que, não por acaso, são os donos dos principais meios de comunicação da região, estratégia que ao longo de décadas permitiu a manipulação popular. Muito desses meios de comunicação se vangloriam de ser a cara de suas comunidades, como fazem as fake news. Na relação íntima quase sempre presente, entre o poder público e a imprensa fica mesmo difícil distinguir a cara de um e o focinho de outro.

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