Criando Filhos | Por Taramis Sartório

Existem mães. E também existem mulheres que tem filhos. E por mais parecido que sejam, são coisas extremamente diferentes. Só tenha os filhos que puder criar. E criar não significa deixar bem alimentado, limpo e aquecido…

Não se engane, se a maternidade estiver muito fácil, algo está errado. Ter filho é mais que postar no Instagram é mais do que uma simples complementação do seu vazio existencial.

Nada é maior do que educar um filho. Como também, nada é mais difícil.

Penso que a maternidade é meu compromisso para a eternidade.
É preciso empenho, dedicação, coragem e muito afeto para educar crianças.

Um dos piores mitos do nosso século, é o pensamento que mulheres depois que tem filho viram improdutivas. Eu mesma, quando engravidei aos 27 anos, passei um tempo me lamentando, pois acabava de iniciar um grande projeto. Mal sabia que minha Ana é e para sempre será o meu maior projeto de vida. Não se culpe se deixar todos os planos por último, por conta dos filhos.

Teu filho não atrapalha teu trabalho, ele é teu maior trabalho de vida. O resto é mínimo, próximo da grandiosidade de criar e educar uma vida.

Respeito quem não quer ter filhos, tenho absoluta certeza que não é para todos. É preciso muita coragem para assumir a educação plena e completa dos filhos, 24 horas por dia, sem direito a folga.

Maternidade é exercício de doação: se dá tudo de si, e se recebe pouco em troca. Uns sorrisos, uns beijinhos, vinte minutos de apresentação de dia das mães e alguns eu te amo. E cara, isso é tudo! Completa o coração de uma forma que nenhuma outra situação que eu conheça faz.

E o pior? Não se tem previsibilidade em nada. Criamos um filho com a expectativa que ele absorva o que lhe é dito, mas não se sabe, aliás pouco se sabe do futuro deles. Ser mãe é ter pacto com Deus. Tem uma frase que eu repito muito nas minhas conversas com pais no consultório: você ama seu filho real, ou ama a expectativa de vida que você criou para ele?

O maior problema entre pais e filhos é que os filhos tem sua vida própria e pior, sua cabeça própria. Ninguém tem previsibilidade do que vai acontecer no futuro. É difícil ser empático e acolhedor com o inesperado.

A maternidade é única é inflexível. Nunca haverá uma mãe igual a outra. Pare de deixar os outros definirem sua forma de maternar. Ninguém conhece melhor o seu filho que você. Nem o melhor e mais estudioso sobre educar crianças. Você no fundo sabe o que é melhor pra ele.

Por isso, confie no seu processo.

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